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Descobrindo o Planalto Paranaense -MamborĂȘ e Nova CantĂș

  • Foto do escritor: Bruna Cardoso
    Bruna Cardoso
  • 31 de jul. de 2020
  • 4 min de leitura

Atualizado: 23 de mar. de 2022

Eståvamos se preparando para mais uma expedição rumo à nascente do Rio Ivaí, quando surgiu a ideia de explorarmos mais o centro do Planalto Paranaense. Na verdade temos um projeto de traçar um caminho nessa região, uma travessia onde passarå por vårios municípios do Estado.

Convidamos mais dois amigos para essa aventura, que toparam de pronto. SaĂ­mos de casa num sĂĄbado de Julho, eram umas 07:30 aproximadamente, rumo as estradas de chĂŁo que ligam os municĂ­pios de Campo MourĂŁo a MamborĂȘ. As maravilhas da natureza jĂĄ iniciaram no caminho, onde nos deparamos com vĂĄrias espĂ©cies de pĂĄssaros, alguns muito difĂ­ceis de se ver por essas bandas, como, Pica-pau, Tucano e outros que nĂŁo conseguimos identificar.

Mas o mais grandioso da viagem foram as Corujas. Vimos vårias delas pelo caminho. Sempre gostamos de nomear nossas aventuras com algo que tenha nos marcado durante a aventura, com certeza não poderíamos ter nome melhor para essa: "Expedição Buraco de Coruja".

ApĂłs algumas horas na estrada, chegamos a primeira cachoeira do nosso script. A majestosa e imponente "Cachoeira da Clauri" em MamborĂȘ. Uma queda de aproximadamente 35m de altura. Ao chegar prĂłximo a ela jĂĄ conseguimos ver sua beleza. Neste dia ela estava com um volume bom de ĂĄgua, deixando a queda ainda mais interessante. Ela desce e desliza sobre pedras escorregadias, seguindo entĂŁo por um pequeno riacho mata adentro.

Mas como gostamos de aventura, o Jonas que tem mais habilidades e curiosidade, seguiu a cachoeira pelo lado que chegamos subindo até o seu topo.

Em conversa com moradores da região descobrimos que algumas ruínas que se encontram as margens do rio, pertenciam a uma Fåbrica de Celulose, isso muitos anos atrås. Achamos um registro muito legal em uma das paredes, que data, o que imaginamos ser a Inauguração da obra em 26-11-1958.

ApĂłs contemplarmos as belezas desse lugar e de muitas fotos para nossas lembranças, seguimos nosso roteiro atĂ© o prĂłximo destino. Chegamos atĂ© o centro da cidade de MamborĂȘ, onde paramos para ver a ParĂłquia Nossa Senhora Imaculada Conceição e logo continuamos mais uns 18 Km rumo a Igreja SubterrĂąnea Sagrado Coração de Jesus na comunidade do GaviĂŁo. A ĂĄrea interna da igreja fica abaixo do nĂ­vel da rua, com paredes revestidas por rochas e nas laterais partes com vidros, deixando assim o ambiente bem iluminado. Um lugar mĂĄgico e cheio de mistĂ©rios, vale a pena passar para conferir.

Aproveitamos essa parada para fazer nosso lanchinho, pois jå era no horårio do almoço, nota-se que não escolhemos qualquer paisagem para lanchar. Após um breve descanso, avançamos mais um pouco para encontrar mais aventuras. No caminho nos deparamos com uma antiga construção, o Jonas como jå descrevi acima, muito curioso pelas histórias que envolvem esses lugares, desceu e conferiu o que seria uma escola, uma igreja e um barracão. A igreja ainda estå inteira, mas pelo que vimos, não hå mais sinais de missas no local.

Foi aí também aí que ele fotografou essa linda flor, a Açucena, que na tradição popular sempre foi relacionada como um símbolo de "pureza". Por este motivo, "a pura" pode ser um dos significados atribuídos à Açucena.

ApĂłs mais um trecho de estrada, seguimos pelo interior de MĂąmbore sentido Nova CantĂș. Uma estrada de terra mas em boas condiçÔes.

Chegamos até uma sede de o que parecia ser uma fazenda, jå na PR 462, mas com acesso livre, descemos um pouco e logo avistamos um rio com ågua azul cristalina, bem diferente dos rios que acostumamos ver. Agora restava descobrir uma trilha para achar a Cachoeira. Após encontrar uma trilha meio selvagem ainda, kkkkk, onde indicava poucas visitas naquele local. Enfrentamos uma vegetação baixa com espinhos entre as årvores e um percurso por dentro do rio, começamos a ouvir o som que mais gostamos... o da queda d'ågua. E fomos presenteados com mais uma bela cachoeira.

Seguimos de volta a PR 462, onde mais acima entramos na estrada que vai para o Distrito Santo Rei. JĂĄ se aproximava do final da tarde quando chegamos no canto de um pasto marcado no mapa de navegação. Descemos pelo pasto e adentramos numa trilha bem batida, atravessamos um rio e continuamos por ele por alguns metros para chegar na atĂ© entĂŁo, Ășltima cachoeira do dia.

Ela tinha uma extensĂŁo (largura) maior do que a da foto, na verdade o dobro do que aparece no registro. Mas como jĂĄ estĂĄvamos quase sem bateria nos equipamentos, deu para registrar poucas imagens.

EstĂĄvamos admirando a vista, jĂĄ um pouco cansados, quando de repente os rapazes foram subir na parte superior da cachoeira para ver a vista e tirar algumas fotos, quando ouviram um ruĂ­do, bem maior do que o da cachoeira em que estĂĄvamos.

Foi entĂŁo que resolveram caminhar mais alguns metros e se depararam com um panorama inacreditĂĄvel. Por isso o comentĂĄrio acima, onde me referi que seria a Ășltima cachoeira do dia. Fomos presenteados com mais uma queda de aproximadamente 15m. Foi surreal, ficamos super animados e todos nĂłs subimos o mais perto possĂ­vel dela.

Enfim, mais uma aventura concluĂ­da com sucesso.


Agradecimento

A essa galera da foto por tornar essa aventura possĂ­vel e mais divertida.

Bruna Ávila, Elvis, Jonas e Bruna (autora)



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