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  • Foto do escritorJonas Silva

Pico Paraná, Paraná

Atualizado: 8 de set. de 2021


Pico Paraná saindo do mar de nuvens, a partir do Caratuva

Com 1822 m de altitude o Pico Paraná é a montanha mais alta do sul do Brasil. Está localizada no conjunto da Serra do Ibitiraquire, parte da Serra do Mar paranaense. E seu maciço contempla outros dois picos, o União e o Ibitirati.

Formado por rocha granítica e gnaisse, sua vegetação é característica da região, coberto com as caratuvas. No cume a área não é tão grande e possui raros espaços de acampamento, na real não é o local adequado para acampamento. Apesar disso, muitas pessoas acabam querendo dormir lá em cima, e acabam destruindo a camada que sustenta a vegetação e comprometendo assim a saúde da montanha.

Pico Paraná visto do Pico Itapiroca

O visual do cume é deslumbrante. Com visibilidade boa é possível avistar a baía de Antonina e Paranaguá, o complexo do Marumbi (famosa montanha paranaense), e várias outras montanhas do entorno como Itapiroca, Siririca e Caratuva. Mas o destaque fica para a crista que leva liga o cume e a crista que liga o leste do Pico Caratuva. Por sua vez, nos dias de tempo encoberto é possível presenciar o majestoso mar de nuvens ou então não avistar nada se a neblina estiver tomando o cume.


Conquista

O Pico Paraná foi conquistado pelo pesquisador Reinhard Maack que organizou sete tentativas entre 1940 e 1941 para chegar ao cume. Ele contou com a ajuda dos marumbinistas Rudolf Stamm e Alfred Mysing. Depois de uma primeira tentativa pelo Pico Camapua eles descobriram Josias Armstrong, mateiro da região, que já havia ascendido (sem pretensões) ao Caratuva. Com mais esse apoio e de Benedito Lopes chegam ao cume dessa montanha formando uma base nela. Depois, chegam ao campo de base “pouso da sorte” que, hoje é conhecido como A1. Do pouso da sorte alcançam o acampamento inclinado, hoje A2 no dia 13 de julho de 1941, só depois atingem o cume, curiosamente sem o organizador, Maack. Esse só atingiria o cume em 1946.


Curiosidade

Medições

Inicialmente acreditava-se que o cume tivesse 1922 m. Foi só em 1992 que uma medição oficial da UFPR cunhou os 1877,39 m, medida oficial a partir de então.


Abrigos

O que poucos visitantes sabem é que na trilha para o PP já existiram abrigos de montanha. Construídos por montanhistas da região, infelizmente foram depredados por vandalismo. Hoje apenas no A2 restam partes da casa de pedra inacabada, que foi iniciada em 1973. Os outros dois acampamentos não existem mais.


Via ferrata (grampos)

As vias ferrata, aqueles grampos em “U” foram instalados em 1996 e 1997 pelo Clube Paranaense de Montanhismo – CPTM, eles têm a finalidade de evitar que as pessoas comecem a desviar da trilha original e destruam a vegetação frágil que cobre a rocha. Antes, em 1993, tinham sido instalada correntes em três locais com a mesma finalidade.


Como chegar

O acesso é pela base do IAT em Campina Grande do Sul. Na BR-116 sentido São Paulo, na altura do Km 46, pouco antes da Ponte sobre o Rio Tucum, segue-se à direita na Estrada do Barro Branco (não tem placa indicando ele) saindo da rodovia na cabeceira da ponte. Seguindo pela estrada em 6 km chega-se a base, onde é possível estacionar, e até mesmo acampar em uma das duas fazendas particulares que existem ali. Além do estacionamento as fazendas oferecem pastel frito e banheiros para banho no local.

O acesso às montanhas exige o cadastro junto a base do IAP, apesar de que muita gente acaba desviando o controle. O cadastro é muito importante por ser a forma de legalizar a entrada, fornecer dados sobre o uso do parque e servir de rastreamento em caso de desaparecimento ou acidentes. Tão importante quanto a assinatura na entrada é a baixa na saída.

Vale ressaltar também que as propriedades da base também fazem registro de visitantes, sendo seu controle mais efetivo que o do IAT, já que é preciso passar por elas antes de chegar à base do IAT.


A trilha

A trilha que leva ao topo da montanha dura entre 5 e 10 horas, tem cerca de 20 km, ida e volta, e dificuldade muito difícil.

A navegação é tranquila, com a trilha bem demarcada. No entanto, há momentos em que a neblina torna a visibilidade nula, é nesse momento que pequenas transposições de rochas podem tornar a trilha numa tragédia. Dessa forma só deve ir sem apoio que já possua conhecimento em navegação e preferencialmente tenha encarado situações similares (visibilidade nula, escuridão).

Fisicamente é bem exigente dada a sua amplitude geográfica com muitas subidas e 1/4 da trilha feito em meio a grandes raízes que exige o tempo todo estar pulando ou se agachando.

Tecnicamente não exige grande conhecimento, exceto pela navegação. Os poucos trecho de escalada, praticamente dita, possuem corda de apoio e/ou via ferrata, ficando apenas o medo como limitante.

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